No Dia do Voluntariado, projeto no Hospital Roberto Santos é exemplo de solidariedade

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Contar histórias, brincar, ouvir música e produzir arte de forma terapêutica e descontraída. Essa é a proposta do Projeto “Meu Coração é do Bem”, que através do voluntariado leva alegria e ensinamentos às crianças internadas na ala pediátrica do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Idealizado pelas Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), através de uma parceria com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), o projeto hoje (28), quando se comemora o Dia do Voluntariado, deve servir como exemplo para mais pessoas sejam agentes transformadores, favorecendo a construção de uma sociedade mais justa e humanizada.

O HGRS foi o primeiro local escolhido para que o “Meu Coração é do Bem” fosse desenvolvido. A ação acontece todos os dias da semana, de segunda a sexta-feira, inicialmente, na ala pediátrica, abrangendo 81 leitos. A coordenadora do projeto, Leila Colangeli, das Voluntárias Sociais, conta que com um mês de implantado, o projeto vem sendo resultados muito positivos, com uma aceitação muito grande por parte dos pacientes pediátricos.

Ainda conforme a coordenadora, o objetivo do projeto, que poderá ser expandido para outras unidades, é fomentar ações de cidadania, responsabilidade social e amor ao próximo, por meio de um trabalho voluntário consciente e profissional, que auxiliará no processo de humanização no ambiente hospitalar. Estão atuando no HGRS um total de 30 voluntários, que atuam em turnos de 6 horas de duração, além de participar de encontros com a equipe de terapia da unidade hospitalar, para troca de experiências.

O aposentado Antônio Cleidimir é um dos voluntários em atuação no Hospital Roberto Santos. Para ele, a experiência iniciada há pouco mais de um mês tem sido maravilhosa. “Sempre tive o projeto de que quando me aposentasse faria um trabalho voluntário. Vi que as Voluntárias Sociais estavam buscando voluntários e me cadastrei”, conta Cleidimir.

Segundo ele, a experiência tem sido gratificante. “Em vez de doar, eu recebo. Recebo carinho, recebo atenção. Estou amando o projeto e espero que a gente siga com esse trabalho por muito tempo. A gente pensa que vai ajudar as crianças mas a gente recebe muito mais do que doa”, conclui.

O mesmo sentimento é expresso por Cátia Andrade, também voluntária no Roberto Santos. “Para mim é honra ser voluntária. É um privilégio gigante”, diz Kátia, acrescentando que reservou um tempo na agenda para dedicar a essas crianças, “que adoçam a vida da gente, com um sorrido, um abraço. Você dar amor e recebe mais amor. Me sinto honrada de ser voluntária”, pontuou.

Confira mais no site da Sesab

Para ser voluntário, é preciso ter 18 anos completos e não desenvolver atividade na área de saúde. Os voluntários são escolhidos a partir de processo seletivo, composto por dinâmicas de grupos e/ou entrevistas individuais. Para a integração na unidade onde atuará, o voluntário participa de uma palestra de acolhimento, visita à instituição e treinamento específico.

Para o médico José Lima Filho, diretor-geral do HGRS, unidade pioneira no projeto de voluntariado, considera a ação fundamental para o tratamento do paciente, em especial para crianças. “Esse acolhimento tem um impacto muito grande na recuperação. As crianças são as mais suscetíveis, acabam parando a vida escolar e familiar, daí tornando o projeto ainda mais importante para os pacientes”.

No Brasil, o dia 28 de agosto de 1985 foi instituído como Dia Nacional do Voluntariado por meio da Lei número 7.352. A partir dessa da data, as entidades que trabalham com voluntários costumam celebrar anualmente.

 

Fonte: Ascom Sesab